terça-feira, 6 de agosto de 2013

Atentado Ambiental no Parque Florestal de Monsanto


Os resultados da Semana Académica de Lisboa e das medidas preventivas que iriam impedir a destruição deste espaço estão agora à vista de todos.

O que constatamos no terreno foram inúmeras árvores destruídas, algumas que pela sua pequena dimensão obviamente não iriam resistir a uma avalanche de 20.000 pessoas e outras de maior porte que foram, sem sombra de dúvidas, vandalizadas, vendo-se nas imagens muitas espezinhadas, partidas e arrancadas. Todas as que se encontravam ao longo da linha de água foram destruídas e apenas restou lixo para a entupir.
Será este o futuro que se pretende para os jovens universitários e para os espaços verdes da cidade, cuja intervenção neste local foi considerada prioritário, pelo impacto que tinham em termos de desagregação de solos e cheias torrenciais, por falta de vegetação!? Pensamos que seria mais sensato fazer o que fizemos alguns dias antes deste atentado, em que envolvemos vários alunos de uma associação universitária, numa praxe académica, que consistiu na plantação.


Só agora publicamos estas fotos porque as entidades envolvidas, para além de ponderarem colocar este evento permanentemente neste local, não dão garantias de efectuarem as medidas de compensação prometidas, como o semeio de prado e a plantação de árvores de maior porte.


Contactámos a Associação Académica de Lisboa após o Festival e lançamos o desafio de, em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa e o Parque Florestal de Monsanto, bem como de representantes da Plataforma Monsanto, sentar-mo-nos à mesma mesa e encontrar-mos um outro local na cidade, em definitivo, para este festival, que não tenha os mesmos impactos, e que de forma cooperativa se proceda ao cumprimento das medidas de compensação prometidas, envolvendo os estudantes nas mesmas, numa lógica de longo prazo e de forma continuada no tempo, até à constituição de um bosque.


Ficámos a aguardar pela resposta por parte da Associação Académica de Lisboa e passado quase um mês continuamos a aguardar.


Dado todos estes factos existe a necessidade de fazer imperar o bom senso e demonstrar que nem as medidas preventivas, nem as medidas compensatórias ou o diálogo, fazem parte da solução das entidades envolvidas, restando a devastação e alguns dias de boémia académica.


Este projecto é de todos e para todos e por isso vamos continuar a trabalhar no Parque Florestal de Monsanto, tal como já o fizemos após este triste episódio, e neste sentido apelamos a todos que se juntem nas nossas iniciativas e a escrever às entidades envolvidas o vosso desagrado (gab.presidente@cm-lisboa.pt | dmau@cm-lisboa.pt | dmau.daep.dgmpfm@cm-lisboa.pt | geral@aal.pt).


Bem hajam.


Fotos pela Plataforma Monsanto

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