sábado, 10 de dezembro de 2011

Henri Bordeaux


"A árvore, como os seres humanos, depende da sociedade."
Henri Bordeaux, in La Robe de laine, 1910

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Última Chamada - Localização e Horários Finais - 26 Novembro Monsanto

Os locais de plantação foram trocados entre o de manhã e o da tarde por questões de logística, mas mantendo-se tudo o resto igual.

Manhã: 10:00 - 12:00 - Monsanto - Bairro da Boavista

Localização da Manhã:



Tarde: 14:00 - 16:00 - Monsanto - Encosta do Casal de Sola

Localização da Tarde:


O e-mail de Como Chegar e Principais Recomendações será enviado aos inscritos de seguida. Esta decisão está relacionada com a harmonização entre o nº de inscritos para cada turno e o nº de árvores disponíveis em cada local.

Os participantes devem encontrar-se no local à hora indicada já que devido a condicionantes logísticas as acções começam e terminam efectivamente à hora indicada.

Informação em tempo real em:


Obrigado


sábado, 19 de novembro de 2011

Venha plantar uma das 1300 árvores no próximo dia 26 de Novembro - Sábado

Neste que é o Ano Internacional das Florestas, o projecto Plantar uma Árvore marca presença, pela terceira temporada consecutiva desde o seu nascimento em 2009.

Vamos comemorar o dia da Floresta Autóctone, realizando uma acção para as escolas no dia 23 de Novembro e uma plantação destinada às famílias e publico em geral a realizar no dia 26 de Novembro das 14:00 – 17:00.

Ambas as iniciativas serão realizadas no Parque Florestal de Monsanto em parceria com a C.M.Lisboa que nos deu a mão desde a primeira hora e cujo apoio incondicional agradecemos.

Vamos plantar cerca de 1300 árvores!

As iniciativas em Monsanto, em parceria com a C.M. de Lisboa serão:

23 Novembro - Quarta-Feira - todo o dia - escolas
Encosta do Casal de Sola + Alto da Ajuda


26 Novembro - Sábado - 14h00 às 17:00 - Público em Geral
Junto ao Bairro da Boavista

No total serão plantadas as seguintes espécies:

Espécie

Quantidade

Cupressus lusitanica

100

Quercus faginea

200

Rhamnus alaternus

200

Ceratonia siliqua

150

Arbutus Unedo

50

Quercus faginea

200

Viburnum tinus

100

Quercus suber

200

Quercus rotundifolia

100

Ponto de encontro e mais detalhes sobre o ponto de encontro e localização serão disponibilizados dois a três dias antes da plantação.

Para dia 23 está organizada uma iniciativa para as escolas em Monsanto, que irá envolver até um máximo de 500 crianças.

Irão ocorrer no Espaço Monsanto, na Encosta do Casal de Sola e no Alto da Ajuda várias actividades para além da plantação durante todo o dia. Ainda temos vagas disponíveis, as escolas interessadas deverão contactar-nos para o email geral@plantarumaarvore.org. A única condição é que garantam o transporte dos alunos até ao local de plantação.

Contamos com a sua participação, inscreva-se, participe, divulgue, passe esta mensagem, cada pessoa conta!

Inscrições disponíveis no site em:

http://www.plantarumaarvore.org/inscricao.aspx

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A CISTERNA OU A ÁRVORE

"CONVITE
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico e o GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, têm a honra de o convidar para a visita guiada e debate "A cisterna ou a árvore", a realizar no dia 16 de Abril, pelas 14.00h, no Jardim Botânico, no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2011 - "Água: Cultura e Património".

Jardim Botânico da Universidade de Lisboa
Rua da Escola Politécnica, 58, Lisboa

16 de Abril - 14h - Entrada gratuita
PROGRAMA
13h30m: Encontro - Portão principal do Jardim Botânico
14h00m: Inicio da visita guiada ao Jardim Botânico
-Ireneia Melo, Investigadora principal do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa (MNHN)
-Gonçalo Ribeiro Telles, Arquitecto Paisagista. Responsável pela proposta do "Plano Verde - Estrutura Ecológica para a cidade de Lisboa" (APAP)
15h30m: Pausa para café
16h00m: DEBATE
-Ana Luísa Soares, Arquitecta Paisagista. Investigadora do Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves (ISA; APJSH)
-Gonçalo Ribeiro Telles, Arquitecto Paisagista. Responsável pela proposta do "Plano Verde -Estrutura Ecológica para a cidade de Lisboa" (APAP)
-José Morais Arnaud, Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Museu Arqueológico do Carmo (AAP)

Organização:
LIGA DOS AMIGOS d0 JARDIM BOTÂNICO
GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico
Foto: Jardim Botânico, Lago de Baixo, Paulo Guedes, c.1900. Arquivo Municipal"
Transportes
Metro: Rato, Baixa-Chiado
Autocarros: 74, 706, 709, 713, 720, 727, 738, 758, 773
Fonte e imagem:

domingo, 10 de abril de 2011

Exposição: A Árvore das Quintas, por Manuel San Payo

Manuel San Payo
Manuel San Payo
Pintura e desenho

inauguração: 5 ª feira, dia 14 de Abril
às 19h.


de 14 de Abril a 14 de Maio, 2011
Galeria Monumental
Campo dos Mártires da Pátria, 101 . Lisboa
gmonumental@gmail.com
Horário: de terça a sábado das 15.00 às 19.30
Encerra: domingos segundas feiras e feriados


Artigo sobre a Árvore das Quintas: http://blog.plantarumaarvore.org/2011/02/arvore-das-quintas.html


Transportes
Metro: Anjos, Intendente, Picoas
Elevador: Lavra
Autocarros: 30, 74, 723, 767, 790

Fotografia: Manuel San Payo
Texto: Cristina Magalhães Coelho

domingo, 13 de março de 2011

Guardadores de Árvores e de Sonhos

Nas cidades, Lisboa incluída, há bairros em que as áreas verdes escasseiam. Alfama é uma dessas áreas: não tem jardins, apenas algumas árvores inseridas em caldeiras.
A primeira caldeira plantada que encontrei foi na Rua dos Cais de Santarém. Um nome tão belo, invocando uma época em que daquele local saíam barcos para o Ribatejo. A toponímia guarda memórias do passado, é difícil imaginar que o tráfego desta rua já foi essencialmente marítimo. Hoje, nesta rua, apenas passa uma torrente de automóveis e autocarros de turismo.
No meio desta confusão urbana, vi uma caldeira-jardim, em que uma senhora, cozinheira do restaurante em frente, plantava couve-portuguesa, salsa e coentros. A caldeira encontrava-se delimitada por uma rede, protegida dos mais distraídos que a poderiam pisar. Era a horta mais pequena que alguma vez tinha visto, uma lição de permacultura avant la lettre.
Alguns anos mais tarde comecei a reparar em duas outras caldeiras-jardim, na Rua Augusto Rosa em frente à Livraria Fabula Urbis e ao Museu Romano, também elas cercadas e plantadas com diferentes espécies. Às couves-portuguesas juntavam-se rosmaninhos, alfazemas e outras aromáticas, mas a grande novidade eram imponentes girassóis!
No ano passado, em Julho, as caldeiras-jardim estavam no seu esplendor máximo quando toda a vegetação, à excepção da única árvore que lá existia, foi cortada. Um choque para todos os que apreciavam estes «oásis», em especial o Sr. Costa e os proprietários da Livraria Fabula Urbis, que cuidavam destas caldeiras-jardim e das árvores nelas plantadas.
As árvores plantadas junto ao Museu Romano terão, muito provavelmente, subsistido devido aos esforços do Sr. Costa. Até ter criado a sua caldeira-jardim, todas as árvores ali plantadas morreram. As cidades necessitam de pessoas assim, que tomam o espaço público como seu, que se apropriam dele da melhor forma: com boas intenções e sem custos.
Este texto é dedicado a todos os «Guardadores de Árvores e de Sonhos», anónimos a quem damos nome e agradecemos em nome de todos os cidadãos da urbe: Muito obrigada!


Texto: Cristina Magalhães Coelho
Revisão de texto: Raquel Mouta 

Nota: o título é, obviamente, plagiado a Alves Redol.

quarta-feira, 2 de março de 2011

LandArt Cascais - Obras que Nascem na Paisagem - 5 de Março a 30 de Abril

Será inaugurada este fim de semana a terceira edição da exposição LandArt Cascais. A inauguração irá decorrer no Sábado, 5 de Março, às 16 horas, na Quinta do Pisão - Parque de Natureza.

Este ano, os artistas convidados, Fernanda Fragateiro e Samuel Rama, propõem criar obras que se apropriem da organicidade do lugar, utilizando-a para despertar sentidos e sensações nos visitantes. São literalmente obras que nascem na paisagem. O principal objectivo deste acontecimento é fomentar o interesse pelo espaço natural através da exposição de obras de arte.


Manuela Pacheco - Cal, Landart 2010


Na inauguração para além de uma visita guiada às obras, com os artistas, poderá desfrutar de um solo de jazz com o músico Carlos Barreto, em pleno Parque Natural de Sintra-Cascais.

A exposição será acompanhada por uma série de actividades paralelas, como visitas guiadas com os artistas, espectáculos teatrais, tardes de jazz e oficinas de artes para as crianças.
O programa detalhado pode ser consultado em:

A Cascais Natura convida a comunidade "Plantar uma Árvore" a passar um fim de tarde diferente no Sábado ou até ao final de Abril.

Informação e registo fotográfico LandArt Cascais 2011 actualizado em:

Mapa Localização:



Mais informações em:

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A Árvore das Quintas IV

Desenho e Fotografia: Manuel San Payo
Este é o último dos Desenhos de Manuel San Payo que partilhamos convosco no mês de Fevereiro. É um prazer publicar este Desenho, fotografado in situ. Ao fundo vê-se a "Árvore das Quintas", um lodão-bastardo, espécie autóctone que já plantamos em iniciativas de 2010.
O lodão-bastardo é uma árvore resistente ao vento, à secura e à poluição. Por as razões anteriormente enunciadas adapta-se bem a ambientes urbanos, tendo ainda um valor estético elevado, com e sem folha. O tronco, como ressalta no Desenho publicado sob o título "Árvore das Quintas II", é quase escultural, pelo que o lodão-bastardo é comum como árvore de arruamento.

Blog: Pugilares - Diário de Desenhos:
http://mirichesneg.blogspot.com/
Página dos Diários Gráficos sobre Manuel San Payo:
http://www.diariografico.com/htm/outrosautores/SanPayo/SanPayo03.htm

Texto: Cristina Magalhães Coelho

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Árvore das Quintas III

Desenho: Manuel San Payo

Blog: Pugilares - Diário de Desenhos:
http://mirichesneg.blogspot.com/
Página dos Diários Gráficos sobre Manuel San Payo:
http://www.diariografico.com/htm/outrosautores/SanPayo/SanPayo03.htm

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Árvore das Quintas II

Desenho: Manuel San Payo

Blog: Pugilares - Diário de Desenhos:
http://mirichesneg.blogspot.com/
Página dos Diários Gráficos sobre Manuel San Payo:
http://www.diariografico.com/htm/outrosautores/SanPayo/SanPayo03.htm

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Árvore das Quintas I


O título é ambíguo: poderia ser a árvore das quintas-feiras, poderia ser a árvore das quintas, como propriedade rural, mas então porque haveria de ser uma árvore de várias quintas e não várias árvores de várias quintas?
O título intrigou-me, despertou-me a curiosidade. Fiquei a pensar naquele título tão simples, com tão poucas palavras, mas tão singular.
Por vezes conhecemos pessoas, livros, lugares, músicas, apenas por acidente. Não me recordo de quando «conheci» Manuel San Payo. As aspas são porque o conhecimento se travou no Facebook, o que não é de todo relevante para esta história. O que interessa é que, através dele, conheci a sua Árvore-das-Quintas.
Esta árvore foi a minha Árvore-de-todos-os-dias-úteis. Estudei na escola do outro lado da rua e via-a através da janela da sala de aulas. Partilhamos tanto com pessoas que desconhecemos, e com Manuel San Payo partilho o gosto por Árvores e por Desenho. O modo que encontrei de partilhar convosco estas duas paixões foi pedindo a Manuel San Payo se podia ceder alguns dos seus desenhos a este blogue.
A Árvore das Quintas é sempre a mesma, revisitada todas as quintas-feiras, sensivelmente à mesma hora e há mais de um ano. Convosco partilho quatro desenhos nos próximos domingos de Fevereiro.

Blog: Pugilares - Diário de Desenhos:
http://mirichesneg.blogspot.com/
Página dos Diários Gráficos sobre Manuel San Payo:
http://www.diariografico.com/htm/outrosautores/SanPayo/SanPayo03.htm

Desenho: Manuel San Payo
Texto: Cristina Magalhães Coelho
Revisão de texto: Raquel Mouta

domingo, 9 de janeiro de 2011

O Homem e a Árvore


O homem plantou a árvore no seu jardim. Regou-a, podou-a, falou com ela dias a fio. Assisti escondida a muitos desses diálogos do homem com a pequena araucária. E a árvore foi crescendo. Cresceu até à altura do homem, cresceu mais alto do que o homem e mais alto do que o telhado da casa do homem. E o homem tinha um imenso orgulho na sua árvore. Quando foi obrigado a vender a sua casa, ele exigiu que mantivessem lá a árvore. E assim foi feito. Muitas tardes o vi, do outro lado da rua, a vir espreitar a sua árvore no jardim de um feio condomínio que construíram no lugar da casa. Porque continuava a ser a sua árvore, apesar de estar agora no jardim de outros. Ainda bem que as árvores nada sabem da vida dos homens. Senão, no dia em que o homem morresse, a árvore ia deixar-se secar. Porque no dia em que o homem morrer, a árvore já não vai ser a árvore de ninguém.
Cláudia Clemente